Elo de Alma

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Elo de Alma

Mensagem por Jordan_Belfort em Qui Jan 21, 2016 4:26 pm

30 anos atrás. Elisa e Lúcia, mãe e filha, são muito ligadas, amigas, uma não vive sem a outra. Elisa é uma mulher doce e calma, casada com Baltazar, conservador e machista. Já Lúcia é uma jovem impetuosa, meio desorientada e afetuosa, que se divide entre seu namorado que é tão irresponsável quanto ela ou mais, Homero, e seu melhor amigo que tem uma paixão platônica por ela, Miguel. Em uma das várias brigas com Homero, Miguel se declara para a amiga e os dois acabam tendo sua primeira vez, mas logo, ela se arrepende e volta para o namorado. Um dia, mais altinho, Baltazar vê Lúcia saindo do banho e começa a assediá-la. Lúcia, obviamente, se esquiva, como vem fazendo sempre que a situação acontece, e se cala para não magoar a mãe, que ama o marido visivelmente e não quer ter que escolher entre ele e a filha. Baltazar não respeita a negativa e avança, e os dois se atracam de modo que Elisa entende mal a situação e acredita que foi traída tanto pela filha quanto pelo marido. Transtornada, Elisa pega o carro, sofre um acidente e morre na hora, sem que Lúcia possa se explicar.  Elisa desencarna em um lugar chamado Transição, onde ficam as almas que ainda têm questões pendentes na Terra até que estejam aptos a subirem para a Pureza, local onde ficam os espíritos evoluídos e aptos à reencarnação. A mãe de Lúcia conhece o Mestre Uriel, seu anjo da guarda responsável, e confessa suas mágoas para ele. Uriel a tranqüiliza, dizendo que tudo tem seu tempo, e que no tempo correto ela saberá a verdade. Na Terra, Lúcia é expulsa de casa por Baltazar e ganha abrigo na casa de Miguel, mesmo contra a vontade dos pais dele, pela fama que adquiriu de puta. A partir daí, Lúcia se torna ainda mais rebelde, impulsiva e auto-destrutiva, com Homero influenciando os maus hábitos e embarcando com ela neles, até que ela descobre estar grávida de gêmeas e tem certeza que Homero é o pai. O rapaz foge da responsabilidade por não se sentir preparado, deixando Lúcia ainda mais transtornada, e alguns dias depois, Lúcia descobre que Homero a trai com Augusta, menina alguns anos mais jovem que ela e menor de idade que faz a linha ninfetinha. É o estopim para que a relação deles se acabe e Lúcia comece a namorar com Miguel, que cuida da amiga durante toda a sua gravidez. Mas o peso da morte de Elisa e a natural inquietação de Lúcia com o mundo e com a gravidez, além do amor que ela sentia por Homero, acabam minando a relação entre os amigos, com Lúcia garantindo que não ficará com  as meninas. Os dois não se falam direito até o dia do parto, em que Lúcia, totalmente desnorteada, cumpre sua promessa e abandona as meninas em uma caixa de papelão na rua, mesmo sendo alertada de que nunca mais engravidaria por ter tido um parto difícil, sendo seguida por Miguel, que vê as meninas e se sensibiliza com a situação. Nesse momento, o caminho dele se cruza com o de Dionice, mulher pobre, um pouco mais velha que ele, que sonha ter um filho, mas é estéril. Miguel se compadece da mulher e entrega uma das meninas para ela, e decide ficar com a outra assim que Simone, sua colega na faculdade de medicina que é apaixonada por ele e com quem ele vem se envolvendo após o término com Lúcia, se apaixona pela criança e decidem, os dois juntos, criá-la. Com o tempo, Miguel e Simone se casam e batizam sua gêmea de Brenda, Dionice batiza a sua de Felipa, e Lúcia afunda cada vez mais em depressão, mas dá a volta por cima ao ser internada em uma clínica e seu médico se dedicar a ajudá-la, custeando estudos para ela após ela se curar.  Ao mesmo tempo, Elisa, na Transição, descobre a verdade sobre a inocência de Lúcia e a culpa de Baltazar e decide ajudá-la, abençoando-a para que coisas boas aconteçam na vida da filha.
Na atualidade, Lúcia em nada lembra a menina inquieta da juventude, se tornou uma respeitável especialista em fertilização e sua única inquietação é sobre suas filhas abandonadas, a quem, mentalmente, sempre foi ligada. Queria poder vê-las, mas sente que não merece, que perdeu tempo demais das vidas delas e que não deveria remexer no passado. Mas quando descobre estar com uma doença que pode matá-la, vê o quanto a vida é efêmera e decide ir atrás delas para poder reuni-las. As vidas de Brenda e Felipa tomaram rumos muito diferentes. Brenda cresceu na riqueza, filha adotiva, embora sem saber, de Miguel e Simone, dois médicos respeitadíssimos que trabalham em um grande hospital de propriedade de Simone, e muito amada e querida pelos pais, sobretudo pela mãe, que tem uma ligação quase obsessiva pela filha, uma relação que alterna amor e posse. É noiva de Celso, um rapaz rico e aventureiro, por quem é completamente apaixonada e de quem quer engravidar, mas não consegue, tal como Lúcia jamais conseguiria ter filhos novamente. Já Felipa cresceu pobre, mas com muito amor dado pela mãe Dionice, só que para ela, isso não é suficiente. Sempre admirou, quis e se identificou com a riqueza, com o que não podia ter. Vive em uma casa simples com a mãe e o padrasto Wanderley, que de vez em quando a assedia, tal como sua mãe desconhecida era. Sempre procurou namorados abastados, mas se acomodou na sua relação com Juvenal, um jovem médico apaixonado por ela, por achar que sua carreira de médico engrenaria e ele ficaria rico. Sem muita noção de coletividade, Felipa não hesita em fazer o que achar que deve para conseguir o que quer.
Lúcia chega ao Brasil e logo se encontra com Roberto, jornalista ácido e mordaz que conheceu no exterior e de quem ficou amiga, ele promete ajudá-la a encontrar suas filhas. Outro passo da mocinha é procurar Miguel novamente, que está fechado à ela por tudo o que aconteceu no passado e que enfrenta, principalmente, os ciúmes de Simone, que está com o casamento com ele desgastado. Miguel esconde da esposa a verdade sobre Brenda para que ela não faça nenhuma besteira. Lúcia também terá que enfrentar um inimigo espiritual: Baltazar, que morre pouco tempo depois dela desembarcar no Brasil e desencarna na Obscuridade, local negro e feio pra onde almas que não se arrependeram de seus erros vão até que possam se redimir e alcançarem a Transição. Baltazar considera Lúcia a principal responsável pela morte de Elisa, a quem amava de sua maneira, e não se desapega de suas pendências com ela.  O que Lúcia nem imagina é que o destino, com a ajuda de Baltazar, tratou de unir suas filhas da pior maneira possível: Felipa começa a dar em cima de Celso, visando riqueza e sem se importar com o compromisso dele com Brenda, de quem se torna inimiga. Celso recusa as investidas a princípio, mas vaidoso, gosta de ser admirado, ao mesmo tempo em que a falta de um filho e a personalidade insegura de Brenda começam a minar a relação. Da Transição, Elisa tenta ajudar a filha a realizar seus desejos, sempre mantendo uma conexão forte com ela do outro plano, e consegue colocar as gêmeas no caminho da mocinha, mas Lúcia e Felipa antipatizam logo de cara, enquanto a simpatia com Brenda é imediata. Quando a verdade é descoberta, os papeis se invertem e Felipa, visando o dinheiro da mãe, passa a ser simpática com ela, enquanto Brenda não a perdoa. Felipa também tenta fazer média com Brenda, que a princípio não aceita e a família permanece fragmentada, principalmente pela influência de Simone, que detesta Felipa por osmose, já que Brenda não gosta dela. Mas com a convivência e com a ajuda de Elisa, Lúcia, Brenda e Felipa se perdoam e conseguem criar um forte elo de amizade, ao mesmo tempo em que os sentimentos de Lúcia e Miguel voltam à tona. Mas um conflito grande se cria: Celso e Felipa se apaixonam de verdade um pelo outro, mas Felipa, agora amiga de Brenda, teme a reação da irmã. A situação fica insustentável e os dois decidem viver o amor deles, com Brenda, aparentemente, aceitando bem a situação, mas a influência negativa de Baltazar começa a agir em Brenda aos poucos. Logo, Felipa engravida de Celso, deixando Brenda negativamente emotiva, e num ato desesperado, influenciado por Simone, Brenda decide seqüestrar a criança, uma menina, e a entrega para Juvenal, que sempre quis ter um filho, criar, sem que ele imagine que a criança é filha de Felipa, a mulher pelo qual ele ainda é apaixonada. Sem a menina, o relacionamento de Celso e Felipa começa a desmoronar, e ele e Brenda se reaproximam, e a culpa começa a corroer Brenda. Ela e Juvenal cuidam da menina juntos, e os sentimentos na cabeça de Brenda começam a se confundir, ao mesmo momento que Juvenal começa a se apegar à menina. Grande parte dos conflitos da trama têm a influência positiva de Elisa e a negativa de Baltazar, e a única maneira de que essa guerra se cesse é se eles conseguirem se perdoar e se desapegarem das questões terrenas. E por conseqüência, será que Brenda e Felipa conseguirão resolver suas desavenças e se perdoar? Será que Lúcia conseguirá unir suas filhas e sua neta? Será que Juvenal aceitará devolver a menina? De quem as gêmeas são filhas: de Homero ou Miguel? Há possibilidade da filha de Celso ser de Juvenal e o destino ter pregado uma peça nas vidas dessas pessoas? Conseguirá Simone destroçar a relação dessa família?
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Re: Elo de Alma

Mensagem por vini em Qui Jan 21, 2016 4:44 pm

Gostei dos nomes que vc criou para denominar purgatório e inferno. Foi bem bolado e cria uma nomenclatura próprio da novela, sem chances de comparação com Umbral e cidades espirituais presentes no espiritismo.
Senti falta de mais enfase nas gêmeas, pois entendi que a trama gira em torno da Lúcia. Também gostaria que o Miguel levasse as duas meninas e um outro plot foi criado para separa-las. No mais, o migo escreve muito bem e isso não é novidade.

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Re: Elo de Alma

Mensagem por Jordan_Belfort em Qui Jan 21, 2016 4:48 pm

Na verdade a impressão que eu tive foi que eu enfatizei pouco a Lúcia HAHAHAHA Na verdade, ela funciona mais como a mocinha tradicional que o público gosta de torcer, mas o foco seria nas gêmeas mesmo, as duas mulheres anti-heroínas capazes de atos nem sempre aceitáveis, tentei resumir a história ao máximo pra leitura não ficar tão longa, talvez você tenha sentido falta disso, mas obrigado pela opinião migo, é uma sugestão interessante a ideia do outro plot pra separar as duas, quando meu cérebro estiver mais descansado, posso pensar no assunto. E fiz um plano espiritual próprio justamente pra evitar comparações mesmo. Obg pelas opiniões <3
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Re: Elo de Alma

Mensagem por Victor H. em Qui Jan 21, 2016 5:31 pm

Nossa Jordan, que novelão. Sua novela me lembrou A Viagem e as tramas do J Teixeira, mas com o seu jeitinho, vc deixou a novela excelente. Isso só mostra o quão bom autor vc é! Parabéns pela sua novela, foi muito bem amarrada. Só achei q vc desfocou um pouco a história das gêmeas e deixou mais o lado espiritual da trama mas mesmo assim, gostei!
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Re: Elo de Alma

Mensagem por sandyleahlove em Qui Jan 21, 2016 8:33 pm

Que sensacional! Por que Baltazar tem que ser do mal! Baltazar é meu sobrenome Aloka! Um novelão mesmo, tenho até vergonha de pedir para vc ler a sinopse da minha serie espirita! Mas leia: http://gmonstuosos.forumeiros.com/t3-serie-para-sempre
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Re: Elo de Alma

Mensagem por J em Sex Jan 22, 2016 3:50 pm

NOVELÃO NOVELÃO NOVELÃO... Nossa, Elo de Alma foi a trama que mais você saiu de sua zona de conforto e quando saiu, foi essa trama excelente e com questões que te fazem refletir. Confesso que quando você disse que ia fazer uma trama espírita eu fiquei um pouco surpreso e ansioso, porque você nunca tinha demonstrado vontade de fazer uma trama com essa temática, mas você superou as minhas expectativas. A Lúcia é uma mocinha que faz coisa errada e também nos faz torcer por ela, por causa de tamanho sofrimento dela, seja com os abusos, as filhas abandonadas, o desprezo do namorado. O pilot das gêmeas provou ser uma ótima pedida, pois quebra a relação gêmea boa e gêmea malvada, apenas são humanas que cometem erros, anti-heroínas. Enfim... Que trama maravilhosa.
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