Erros em Cadeia

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Erros em Cadeia

Mensagem por sandyleahlove em Dom Mar 12, 2017 8:37 pm

Erros em Cadeia
Dizem que errar é humano, mas que permanecer no erro é burrice. Mas quando um erro vai puxando outro, numa reação em cadeia, formando um círculo vicioso e no final o resultado dessa odisséia pode ser mais verdadeiro que o caminho certo que fora marcado. A vida é um erro; O mundo como conhecemos hoje e conseqüentemente todo universo são frutos de um erro; Um erro de um ser supremo ou do simples acaso; Um erro que provoca e arrebata vidas fazendo-as mudar de destino sem olhar para trás. A história de hoje é um erro! Um erro repetido pelas décadas, pelos séculos. Um erro que é mais verdade que qualquer caminho traçado num mapa em direção a um final glorioso. Um erro não humano, um erro que não escolhemos, um erro que simplesmente aconteceu.
Heitor (Marco Pigossi) é um homem feliz.  Sempre quer fazer tudo certo, numa rotina perfeita. Não é feliz porque é amado ou porque tem dinheiro. Perdeu os pais num acidente de carro e nunca namorou sério. Mas naquela tarde foi diferente. Ele não foi trabalhar, era contador (era fascinado pelo encantamento dos números, tinha certeza que um mais um é dois e isso lhe deixava seguro), foi tomado pela incontrolável vontade de ir ao cinema, coisa que não fazia a séculos, não era habituado a ficção em massa.  Ele se viu vibrando com a história que acontecia bem a seus olhos como se fosse a própria realidade a encará-lo. Ao sair da seção ouviu de umas mulheres que a película era uma adaptação de um romance. Novamente uma vontade incontrolável o dominou: entrou num shopping procurando uma livraria, entrou na primeira que viu; Estava lotada; Suado, quente, quase explodindo pegou o ultimo volume daquele livro na prateleira, pagou e foi embora. Com o livro na mão pensou que aquilo que sentia iria passar; Mas não. O mundo foi se apagando, escurecendo...
...
Século XIX, vilarejo na zona Rural de Londres, Inglaterra.
Com a morte do comerciante chinês Mêncio (não vou comentar sobre os atores orientais pela falta de um bom elenco), home que fez fortuna importando para o país seda pura, por tuberculose, a sua mãe Xanadu, mulher quase ancestral e muito ligada às tradições de sua nação resolve providenciar uma “noiva” para o filho. Pois segundo a tradição homens com mais de 12 anos que morrem solteiros precisam de uma esposa para acalmar seus espíritos. Pagando um dote muito alto trazem direito do outro lado do oceano Mei Liang, garota pobre e órfã que vê uma oportunidade de conhecer o Ocidente e ter uma vida melhor longe das aldeias de sua terra natal. Após um ritual a menina passa a sonhar com Mêncio e sentir sua presença constantemente. Mas se sente feliz, principalmente depois de apreender a ler inglês e começar a conhecer a literatura, as artes e a música do lugar. Os habitantes do local acham estranhos os costumes daquela família, mas mantêm distancia.
...
Numa noite de ventanias onde havia ameaça de tempestade Mei ouve uma voz de mulher lhe chamando e se levanta, como se fosse guiada para fora da casa, anda de camisola entre as arvores do pomar que cerca a mansão até o local onde Heitor esta: desacordado e suado, se tremendo não de frio, mas de algo que vem de dentro. Sozinha o arrasta com uma força ninguém sabe de onde para a casa e pede ajuda. Dona Xanadu sente tremores ao ver o homem deitado sobre o tapete de sua sala. Heitor se recupera aos receber os cuidados de Mei, mas não consegue falar, como se algo o impedisse. Xanadu padece de um mau sem nome e vai definhando, fazendo com que Mei se divida entre o trabalho de cuidar da sogra e do homem que encontrou em seu jardim. Até que a matriarca desfalece, deixando a jovem chinesa como única dona do patrimônio de Mênio. Heitor prontamente se recupera, nascendo ali um laço de amizade com Mei. Ele nunca se interessou por literatura ou música, mas ali naquela biblioteca passou a ler livros para ela, história que ele conhecia sem nunca ter lido, enquanto certo livro estava dentro da mochila que veio com ele. Mênio começa a aparecer nos sonhos de Mei falando de um menino, de um filho que nasceria daqui a alguns meses. No dia seguinte Mei vasculha na casa e encontra uma carta escrita por uma moça entre os pertences desse homem e com a ajuda de Heitor vai à procura da autora.
As gêmeas Charlotte e Jane (Bárbaro França) são de família pobre, mas isso não impediu que talentos florescessem entre elas: Charlotte, de personalidade forte, mas tímida e retraída fugia de tudo e de todos, para no fim descarregar sua raiva pelo mundo na escrita; Jane, independente, perspicaz, ativa, também gostava de escrever, mas sem o talento da irmã; Seu grande talento era o desenho de aquarelas: num estilo fora do comum, desenhava muitas vezes paisagens de lugares distantes, que nunca conheceu. O pai das meninas morreu de infarto ao descobrir a gravidez de Jane e a falta de um pai para a criança. Jane teve que trabalhar como preceptora para sustentar a casa e a irmã, que por causa de sua personalidade afastava os pretendentes.
Mei localiza Jane por meio de fofocas de suas criadas e a contrata para trabalhar em sua mansão, trazendo consigo a irmã. A naturalidade de Jane com os costumes orientais deixa Mei perplexa. Mei acaba tendo que cuidar dos negócios deixados para ela, deixando Heitor sozinho, o que acaba o aproximando de Charlotte. Jane passa a ter enjôos cada vez mais fortes por influência de algo. Charlotte e Heitor criam uma relação forte entre si, enquanto Jane se aproxima de Mei. Mei tem sonhos cada vez mais macabros com Mêncio e acorda com fortes dores de cabeça. Charlotte se inspira e começa a escrever enquanto a irmã trabalha. Mei sente que Heitor se esquiva dela e se entristece. Jane decide tornar o ambiente da mansão mais solar e para isso recruta da cidade novos empregados: Oliver (Bruno Ferrari), um trambiqueiro que sobrevive de golpes, Esther (Paloma Duarte) mulher filha de uma cigana com um alemão que é esotérica, e Helen (Julia Dalavia) moça órfã que é extremamente religiosa. Charlotte se apaixona por Heitor ao passo que ele sente-se seguro para contar-lhe seu segredo, e pedir ajuda, “Ela é meio bruxa”... Mei aos poucos se enche de ciúme, Mêncio vai aumentando sua influência sobre ela. Jane completa quase seis meses de gestação ao passo que Mei começa a tratá-la de forma diferente. Charlotte também deixa a irmã sozinha e mergulha no mundo de Heitor e de seus escritos, aos poucos uma redoma de cristal cai sobre os dois, fazendo até Heitor se esquecer de seu passado. Sozinha Jane tem o carinho de Oliver, que se aproxima de alguém pela primeira vez na vida de forma sincera.
Da China, Yan primo de Mêncio vem para o Brasil querendo uma parte da herança. Charlotte e Heitor acabam transando e são pegos no flagra por Mei, que por influência de Mêncio acaba dando um tapa nela. Heitor conversa com Mei  e ao abraçá-la acaba diminuindo a influência dele. Mei passa a conversa com Yan para tratar da herança e se impressiona com a solidez do rapaz. Charlotte com raiva vai ao quarto de Mei e quebra todo o quarto da patroa, ao ver uma linda fita verde de cetim amarra no seu cabelo, sem saber que ela tinha sido usada por Mei no dia do “casamento” com Mêncio, o que acaba deixando Charlotte sobre influência do mesmo espírito. Mei retoma a ligação com Jane e interroga a moça, que lhe conta que o filho que espera é fruto de uma violência, o que deixa Mei horrorizada. Mei e Yan se aproximam o que enfurece Mêncio.  Charlotte se insinua para Yan por influência do espírito. Heitor se enfurece com ela e acaba beijando Mei. O filho de Jane nasce, mas a mãe fica debilitada demais, o que assusta Mei, que usando medicina chinesa consegue uma leve melhora.  Jane entra numa forte depressão e volta a desenhar, desta vez imagens assustadoras. Cada vez mais tomada pela influência de Mêncio, Charlotte luta corporalmente com Yan e acaba o assassinando com uma facada. Heitor assume a culpa e é preso, o que acaba decepcionando Mei. Sem influência do espírito Charlotte fica a beira da loucura por ter matado um homem e diz que vai se entregar. Jane passa a ter sonhos com Mêncio: ele quer a criança.
Na cadeia Heitor convence Charlotte a não se entregar e conta-lhe sobre a verdade. Ela não acredita e ele conta que sabe o final do livro que a moça terminou de escrever nos jardins da mansão. Mei recebe sonhos de Yan e contando a verdadeira fase de Mêncio. Jane encontra conforto nas palavras sobre Deus de Helen e no amor de Oliver, que a essas alturas também está sobe a influência de Mêncio. Charlotte acha que Heitor enlouqueceu (pois ele não leu o livro, só viu o filme, que teve o final diferente) e usando esse argumento consegue a liberdade dele. Mei fica em transe e não acorda mais, pois está feliz “vivendo” nos sonhos com Yan. Heitor prova para Charlotte que não pertence aquele lugar lhe mostrando o livro que trouxe consigo, o que deixa a moça em prantos, afinal ama aquele homem. Jane volta a ser assombrada por Mêncio. Oliver quase bate na moça por influência do espírito. Heitor sente que seu tempo naquele lugar está acabando. Pelos sonhos Yan conta o que une Jane, Charlotte, ela e Heitor e pede que ela acorde, mas ela não consegue. Mêncio fica cada vez mais forte. Orientada por Esther, Jane usa sua inclinação para o sobrenatural e consegue “trocar” de lugar com Mei no transe: caindo no sono no lugar da amiga. Aos prantos, Mei chora, ela é sua irmã. Mei conversa com Charlotte: elas precisam mandar Heitor de volta para o futuro, ou o mal se repetirá de novo. Charlotte chora aos prantos ao ouvir a palavras de Mei.
HEITOR VOLTARÁ PARA O FUTURO? QUAL A LIGAÇÃO DE MEI, DAS GÊMEAS COM DE HEITOR? O QUE MÊNCIO QUER?
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